sábado, 19 de Dezembro de 2009

Para a minha "best" Pâmela

quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

Vou ter saudades


Estou cada vez mais perto da partida,

estou cada vez mais perto de estar longe!
Vou sentir saudades de todos amigos chegados,

amigos distantes, amigos até dos desconhecidos.

Vou sentir saudades das ruas,

dos passeios até das passadeiras que nao pisei.
Vou sentir saudades do cheiro do mar,

do calor no verão até do vento cortante no inverno.
Vou sentir saudades...
continua....



segunda-feira, 25 de Maio de 2009

O fim de um começo - 1º ano

O primeiro ano foi aquele em que nos conhecemos. Alguns já conhecíamos de vista, outros tínhamos ouvidos falar e ainda havia aqueles cuja terra onde moravam nunca tinha ouvido falar (tal não é a minha cultura geográfica). O caso da Cátia chega a ser engraçado: tinha sido da turma dela do 7º ao 9º, a partir daí nunca mais tive grandes notícias dela, até que, um ano depois, descubro que ela vai ser da minha turma. O meu relacionamento com ela nestes últimos 3 anos foi muito mais do que nos anteriores três.


Logo de início apercebemo-nos que para alguns indivíduos três anos seriam terríveis de suportar e não demorou muito para que desistissem. No princípio era tudo uma animação: a ideia que tínhamos de que, ao fazermos um curso daqueles, sairíamos com o décimo segundo ano - ainda por cima profissional - motiva-nos para estar lá.


Apanhámos um pequeno susto quando numa das primeiras aulas de matemática fomos expulsos: vai ficar para sempre na nossa memória, até porque não havia motivo para isso. Tinha sido um sinal que aquilo não era uma brincadeira, tínhamos de levar a sério e assim foi: empenhamo-nos e obtivemos bons resultados. Segundo fonte fidedigna, a nossa turma demonstrava resultados positivos e de enaltecer.


Mas claro, não éramos nenhuns marrões, nem nunca fomos, apenas um grupo de pessoas inteligentes, pois sabíamos separar a hora de lazer da hora de aprender. Hum … a hora de lazer era bem aproveitada a jogar matraquilhos, cartas ou monopólio, quase sempre bem acompanhados das baguetes da Dª Margarete. Não durou muito, é certo; estas coisas da ASAE têm muito que se lhe diga… não morremos à fome por causa disso!


Os primeiros tempos de estágio foram para cada um de nós bem diferentes. Havia aqueles que tinham trabalho, aqueles que desconheciam tal palavra, outros em que era confundida a palavra estagiário com escravizado; não saberemos o motivo. Mas claro, nem todos estavam mal, o meu caso, por exemplo: o primeiro ano de estágio para mim foi brilhante.

Mas o melhor estaria guardado para os ultimos meses do primeiro ano, quando o Nuno e a Joana decidiram ter momentos de afecto em público. É sempre interessante ter um casal na turma para tornar os momentos mais "cor-de-rosa". Esperemos que dure bastante tempo e claro se houver casamento já está garantida a presença de todos aqueles que contribuiram para tal.

Quando reparámos, já estávamos no final do primeiro ano, passou a fugir por nós, quase como um TGV… Heheheh, aí tivemos a última baixa no plantel.

O fim de um começo - introdução

Foram três anos, três anos bem distintos uns dos outros. Passamos por várias fases, houve lágrimas, gargalhadas não faltaram discussões mas também houve tempo para “moches”.

O primeiro ano foi caracterizado pela criação de um grupo coeso que conseguisse chegar ao fim vitorioso. Como é evidente houve baixas como se fosse um exército durante uma batalha. Só os valentes se mantiveram e se sacrificaram com vista a um alvo, um objectivo que desde o inicio estava patente na mente de cada um.

De dezassete sobraram doze, doze com características únicas. Por mais que muitas vezes tenha havido crispações entre alguns o grupo mantinha-se único no que dizia respeito ao seu objectivo. Eu pessoalmente prefiro guardar os melhores momentos que este grupo passou e olhem que não são poucos desde jogos, visitas de estudo, conversas indiscretas, “pregos”, foram tantos os momentos inesquecíveis que para sempre guardarei no meu coração.

Daqui levarei amigos, não todos é certo, mas aquele que considero como amigos espero encontra-los por diversas vezes.

terça-feira, 19 de Maio de 2009

Pequeno mas com uma grande voz

segunda-feira, 6 de Abril de 2009

momentos bons...momentos menos bons














Por vezes a vida parece uma monotonia,

passam-se dias e dias e o rendimento é o mesmo

a motivação de viver cada dia vai diminuindo mais

pois nada de anormal acontece.

E quando por vezes sucede algo diferente do que

estamos habituados queixamo-nos que não foi

o momento indicado ou que não estávamos preparados.

Mas as mudanças acontecem e todas elas tem

um fim mesmo que nos não compreendamos à partida qual.

Se são aparentemente boas duvidamos e colocamos sempre

interregnos como presumindo que para nós não vêem

coisas boas e se por ventura são menos boas questionamos do porquê,

se era para ser assim que mais valia continuar na situação anterior.

Não entendemos que tudo o que nos acontece de bom ou

de menos bom é para nos fazer crescer como seres humanos.

Claro ninguém gosta de sair magoado ou desiludido das situações

que enfrentou mas faz parte do crescimento necessário

para enfrentarmos situações similares com mais confiança

e sabendo que mais à frente vamos

obter a recompensa (os momentos bons).

segunda-feira, 2 de Março de 2009

(Re)Encontro

Este dia já tinha tido algumas datas previstas como 15 de Março e 14 de Fevereiro mas foi mesmo no dia 21 de Fevereiro que o tão desejado encontro, reencontro ou que lhe quisermos chamar aconteceu. Foi um dia muito para não dizer bastante difícil para mim. E como de manhã é que começa o dia foi logo bem cedo que me levantei para poder apanhar o comboio das 7h da manhã em direcção ao desconhecido. Na viagem ia pensando como iria reagir quando visse aqueles que ainda não conhecia, o que iria sentir quando visse a minha mãe e como iria ser a comunicação visto que as irmãs que não conhecia falam francês e percebem alguma coisa de espanhol.


Para não variar à sempre algum imprevisto e os meus dois irmãos e cunhado tiveram um imprevisto e tive que esperar mais um pouco. Foi apenas meia hora mas pareceu uma eternidade, cada vez que vinha um ruído de um carro pensava sempre que era eles e por diversas vezes levantava-me em vão. Até que chegou o momento de conhecer, para já, a minha e irmã. Foi algo estranho, pensei que me ia sentir diferente, algum arrepio, calafrio, alguma emoção, mas não, apesar de ser evidente que somos irmãs devido à semelhança o sentimento não foi esse. Mas ainda havia um longo dia e seguimos viagem até ao local onde estavam hospedados. Ao chegarmos a pessoa que abriu a porta foi aquele que menos curiosidade eu tinha de conhecer, menos vontade tinha de ver por todos os motivos e mais alguns, a minha mãe (talvez seja mais prudente dizer, a mulher que me deu à luz). Olhamo-nos olhos nos olhos, dizem que os olhos falam e falaram e o que eu vi foi uma mulher alegre, contente, transbordando de felicidade por conseguir juntar os seus filhos e poder voltar a ver aqueles que como é o meu caso não acompanhou no seu crescimento. Sempre me questionava sobre a primeira pergunta que lhe iria fazer quando encontrasse a mulher que me colocou no mundo. E como é normal as perguntas que me fazia eram do tipo: “Porquê?”, “Não havia outra escolha?”, “Quem é o meu pai?”, mas nenhuma dessas questões coloquei aliás não tivemos propriamente uma conversa apenas o essencial.
A manhã foi passada em um convívio que até estava a gostar apesar de na minha cabeça pensar que aquelas pessoas entram tão estranhas para mim como as pessoas que vira no comboio naquela manhã, mas como é evidente tentei abstrair-me ao máximo daqueles pensamentos e aproveitar o dia. E assim foi, tirámos várias fotos que infelizmente ainda não as tenho mas assim que possível estarão no blog para que possam conhecer a minha família.
A parte da tarde foi muito mais complicada, fomos almoçar a casa de pessoas que segundo alguns “humildes” e não duvido disso mas que vivem em condições que deixam muito a desejar. Posso não ser abastada ma se há coisa que prezo é a higiene e limpeza numa casa coisa que infelizmente não encontrei e marcou-me muito! Um local degradante que deixa muito a desejar. Outra surpresa foi conhecer o meu actual padrasto (sim porque é coisa que não me falta).



Resumindo muitas coisas se passaram num dia só, não propriamente emoções que foi algo que estava à espera mas que pareciam ter ficado esquecidas em casa. Senti-me fora do meu meio, dos meus costumes e hábitos, noutro mundo. Rapidamente voltei ao meu estado quando despedi-me deles e voltei para minha casa.
No caminho de volta tive oportunidade de reflectir sobre o que se tinha passado naquele dia e entendi que mais cedo ou mais tarde iria acontecer era algo que eu não podia deixar passar. Continuaremos a contactar mas sempre ficará patente que a minha verdadeira família é aquela que me criou.